Um dia desses, estava assistindo um telejornal quando vi a notícia de um cidadão americano oferecendo abraços gratuitos em seu país. Em meio a tantas histórias de preconceito e de antipatia que ouvimos sobre alguns povos, esse fato chamou a minha atenção e reforçou a ideia de que não se pode nunca generalizar.

O abraço é algo singular. Lembro-me que muitas vezes, ao visitar minha mãe, abraçava-a com força, sob o pretexto de ser engraçado e ouvir sua risada. Mas no fundo, o fazia porque gostava muito daqueles momentos. O abraço tem o poder de nos transmitir uma sensação de acolhimento, de segurança e despertar algo positivo em nossas emoções.

Incontáveis vezes socorri minhas filhas chorando por algum motivo: cair no chão, ralar o joelho e muitas outras situações. Numa delas, a mais nova caiu porque estava correndo para levar um gibi para a irmã. O pensamento tão lindo de compartilhar com sua irmã o gibi havia sido ofuscado por outro pensamento: o da pressa. Enquanto cuidava de seu machucado procurei apontar as consequências na vida desse pensamento, o da pressa. Mas não perdi a oportunidade de transmitir a ela o que eu sentia pelos meus irmãos, incentivando o pensamento positivo, de fazer o bem, de compartilhar.

Quanto amor, carinho, amizade e acolhimento podem ser transmitidos em um simples e simpático abraço? Em meio a uma vida tão agitada e dias tão corridos, não se pode desperdiçar oportunidades de viver momentos como esse.

Há um ensinamento de RAUMSOL, o criador da Logosofia, que tem me ajudado nesses momentos: “Inspirar simpatia é criar um meio de feliz convivência, assim como dar alento a quem necessita é dever moral do homem.” Publicado no livro Bases para a Tua Conduta, página 23.

Nesses períodos tão turbulentos em que vivemos, um abraço sincero e amável, pode fazer toda a diferença na conciliação entre pessoas queridas. A Logosofia, ciência da evolução consciente, ensina que devemos ser sempre afáveis e cordiais. Já ouviu falar dessa ciência?