As adversidades impostas pela vida frequentemente interferem em nosso ânimo e em nossa disposição. A ausência de defesas em situações como essas costumam tornar esse quadro ainda mais crítico, pois esses estados de ânimo tendem a nos deixar ainda mais vulneráveis.
Sou pai de uma menina, adolescente, que, ao que tudo indica, possui grande inclinação para as artes, em especial para a música — adoro ouvi-la cantar! Há momentos em que a ouço cantar em que poderia jurar que tenho a sensação — quase física — de ser transportado para outra dimensão.
Porém, um dia desses, tomado por esses estados de desânimo, permanecia ainda deitado quando a ouvi cantar, pela janela do corredor. A suavidade do seu canto, dessa vez, encontrou a resistência de todos aqueles pensamentos que me preocupavam naquele momento. O bem estar que costumo sentir ao ouvir o seu canto foi substituído por uma forte reação de contrariedade.
Com o estudo da Logosofia aprendi que essa é uma propensão do ser humano: a de deixar-se invadir por emoções que trazem consequências perniciosas para a vida — mas que podemos, nessas horas, fazer uso de um grande elemento neutralizador.
No livro “Bases para tua Conduta”, RAUMSOL, o criador da Logosofia ensina que “a uma emoção pessimista, oponha logo outra otimista, alegre, estimulante; a uma violenta, outra sedante; faça isso sempre com plena consciência de sua eficácia”.
Tendo presente esse ensinamento, afastei prontamente todos aqueles pensamentos que alteravam meu ânimo e abri espaço para a felicidade e o estímulo de ouvir o canto da minha filha — do contrário, incorreria num grave erro que seria o de ceder à tristeza um lugar que já havia reservado em minha vida para a alegria. E pensar que desse erro poderiam derivar muitas outras consequências difíceis de controlar… Ainda bem que as evitei!