Características fundamentais do conhecimento logosófico

Em geral, o ser humano ignora que, além da instrução que recebe – compreendendo até a mais esmerada educação e a ilustração que é possível obter na Universidade em matéria de especialização técnica e científica – existem uma cultura e uma ciência cujos conhecimentos, não sendo semelhantes aos que se ministram nos centros oficiais de estudo, têm de ser adquiridos fora deles, pelo esforço pessoal e a dedicação intimamente estimulados e postos a serviço de um ideal cuja concepção escapa às considerações e juízos correntes.

Para empreender tarefa de tão vastos alcances não se deve ignorar tudo quanto concerne à própria constituição psicológico-mental e, além disso, cumpre conhecer o mistério dos pensamentos: mistério que o deixará de ser tão logo a inteligência atue sobre eles, os domine e os faça servir aos propósitos de uma completa superação, isto é, tão logo o ser esteja capacitado para proceder a um reajuste consciente e efetivo de sua vida.

Não será possível ao homem, por mais empenho e boa vontade que empregue nisso, criar dentro de si uma nova individualidade, com características superiores às que possui, se não adquirir e utilizar para esse fim conhecimentos como os que a Logosofia oferece, que constituem toda uma especialidade.

Conceitos

AMIZADE “Não poderia conceber-se a amizade, se não fosse presidida pelo ternário simpatia – confiança – respeito, indispensável para nutrir o sentir que a constitui.”

GRATIDÃO “Da gratidão surge a nobreza e os sentimentos mais puros, posto que nela reside o mais excelso da natureza do homem.”

MENTE “Pois bem, a mente viria a ser o espaço onde atuam os pensamentos; como se disséssemos, a casa onde entram, se movem, saem, se albergam e também nascem ao calor de concepções fecundas.”

PENSAMENTO “Em nossa concepção, os pensamentos são entidades autônomas que se procriam e adquirem vida ativa na mente humana, de onde podem passar depois a outras mentes sem a menor dificuldade.”

PAZ “Será infrutífero o labor dos homens que hoje têm nas suas mãos a organização do futuro do mundo, se pensam que a paz poderá estabelecer-se em caráter permanente, sem ser cultivada primeiro na mente de cada um. Como há de ser possível a harmonia entre dois, se em um, dentro de si mesmo, existem lutas e guerras? E como há de ser possível entre muitos, em iguais condições? Dentro da mente existem tendências similares às que se observam nos ambientes públicos; os pensamentos pugnam por assumir o poder individual e conduzir depois o homem, de acordo com seus desejos e caprichos.”