Quinta, 22 Fevereiro 2018

Bater ou não bater, eis a questão

Bater ou não bater, eis a questão

Há alguns anos, estando com minha filha na sala de recreação de um shopping, vi um pai espancando o filho. Foi revoltante, me causou uma má impressão, por pouco não chamei o segurança para intervir. Abusando da força bruta, arrastou o filho como se fosse um pacote, o braço sendo a alça.

Sei que alguns vão dizer: “Um tapinha não dói, não faz mal, que é para o bem da criança, que ela agradecerá no futuro, que é melhor bater que não fazer nada etc.”. Cada um é livre de pensar o que quiser, mas vamos refletir: O tapa acerta o pensamento? Vai na causa do problema?

O que fazer quando o choro estridente de uma criança manifesta a força irredutível de um capricho, manha, teimosia ou similar?
Quando minha filha era pequena e estava nessa situação, eu desviava a atenção dela para alguma outra coisa, uma vitrine, um bichinho, uma pessoa, qualquer coisa que pudesse atrair o interesse dela. O choro parava, o pensamento opressor cedia, minha filha recuperava o fôlego, melhorava o estado e, depois de um tempo, quando a mente dela estava mais calma, eu podia levar algum elemento para corrigir, para ensinar.

Assim, a minha sensibilidade de pai pode atuar muitas vezes, depois de frear o impulso violento do instinto. Minha mente, equilibrada com ajuda da sensibilidade, buscava meios mais inteligentes e sensatos de atuar, orientada pelo ensinamento de RAUMSOL, criador da Logosofia, que publicou em seu livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 408:

“É comum antepor a razão à sensibilidade, possivelmente, por se ignorar o papel fundamental que a região sensível desempenha na psicologia do ser humano. Quando a razão se antepõe a tudo, a região sensível fica de fato afetada.”

Ao bater na criança, o agressor pensa na função pedagógica do tapa? Ou será apenas uma descarga emocional que oprime, atemoriza e humilha, com a única finalidade de paralisar o outro? Não estaria, com isso, confessando sua incapacidade de ensinar? Educar para a vida, é o que ensina a Logosofia. Para isso é necessário, primeiro, educar a si mesmo.

Cursos: Rua Luís Góis, 390 - Santa Cruz, todas as quartas às 20h e sábados às 19h. Tel. 5581-9907 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - www.logosofia.net.br

Artigo publicado pelo Jornal do Cambuci & Aclimação em 20.01.2017

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