Quinta, 22 Fevereiro 2018

SE EU TIVESSE... SE EU PUDESSE...

SE EU TIVESSE... SE EU PUDESSE...

É muito comum dizermos ou pensarmos no pretérito do subjuntivo, aquele tempo verbal que narra um fato incerto, uma condição, uma incerteza, uma dúvida e que sempre nos coloca na posição imaginária “se eu fosse...”, “se eu tivesse...”, “se eu pudesse...”.

Se eu tivesse mais tempo para estar com meu filho, pensa o executivo atarefado, brincaria mais com ele, e o ajudaria nas lições. Se eu tivesse dinheiro sobrando, viajaria mais, pensa o endividado. Se eu fosse o chefe aqui, pensa o empregado, faria o que eu quisesse, e assim por diante.

RAUMSOL, criador da Logosofia, nos ensina em seu livro Intermédio Logosófico, pág. 94:

“É costume, no sentir comum das pessoas, pensar no que fariam com aquilo que lhes falta, deixando de fazer muitas coisas com o que realmente têm.”

Enquanto se está “viajando” em projetos ilusórios, o tempo vai passando e não adianta imaginar: “se o tempo parasse”, “se meu filho não crescesse” e tantas outras conjecturas. É melhor pensar no que se pode fazer, de fato.

Penso nas oportunidades de estar com a minha filha, como aproveitá-las apesar da correria diária, quando a levo de manhã à escola; quando estuda uma matéria e tem alguma dúvida; quando estamos em casa, entre uma atividade e outra. E assim aproveito as frações de tempo com ela. Certa vez, quanto eu estava estudando uma difícil matéria sobre matemática financeira, fui interrompido por minha filha, na época com cinco anos, que me pedia para consertar a porta de seu castelinho que havia quebrado. Deixei meus estudos por alguns minutos, instalei uma dobradiça improvisada na porta do castelo que, como num passe de mágica, voltou a funcionar. A expressão de felicidade dela é a recordação que permanece até hoje, bem mais que a matemática financeira. Resultado: A soma dos instantes felizes da vida, essa matemática é a que conta.

Assim, encontro nas lacunas de minha agenda algum espaço para as atividades que eu gosto, que me estimulam, que me dão prazer. “É o que tem pra hoje”, como se diz, e eu não vou deixar para amanhã.

Cursos: Rua Luís Góis, 390 - Santa Cruz, todas as quartas às 20h e sábados às 19h. Tel. 5581-9907 - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - www.logosofia.net.br

Artigo publicado pelo Jornal do Cambuci & Aclimação em 08.07.2016

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