Terça, 14 Agosto 2018

Conceito logosófico de vontade

Conceito logosófico de vontade

A palavra vontade é uma das que mais se tem utilizado para significar a conduta que cada um adota frente aos problemas que se lhe apresentam ou circunstâncias que num sentido ou outro o movem à ação. É também esta palavra a que goza, por assim dizer, de um raro prestígio no léxico da moral corrente; no entanto, quantos são os que possuem realmente vontade e dispõem por si sós de sua vida física e espiritual?

Quem não conheça como atuam os pensamentos e não saiba diferenciar os alheios dos próprios, não poderá, a nosso juízo, alegar que é dono de si mesmo, e por conseguinte, de sua vontade, já que o governo de sua mente será sempre dividido - e não iríamos muito longe se deixássemos que em alguns casos, totalmente exercido - por pensamentos que não são seus.

Para ser efetivamente dono da vontade, é necessário primeiro, ser dono da própria mente. O exemplo mais claro que se pode apresentar a respeito, é o de uma casa com seus moradores e os que freqüentam, parentes, amigos, etc. O dono da casa é quem permite a entrada e permanência destes, e cuida para que nela reinem o bem-estar e a harmonia. De modo algum admitiria que qualquer recém-chegado tomasse a batuta e dispusesse a seu capricho dos espaços, móveis, valores, etc. existentes na mesma. Como se vê, na vida corrente ninguém toleraria uma situação semelhante; entretanto, no que concerne a sua “casa mental” quase todos a toleram e até com certa complacência.

Muitos vivem submetidos a verdadeiras tiranias constituídas por sugestões derivadas do ambiente, confundindo os ditados de quaisquer desses hóspedes (pensamentos alheios), quase sempre indesejáveis, com atuações provenientes de uma vontade cuja firmeza apregoam com ênfase a cada passo. Às vezes essas tiranias provêm do “que dirão”, terrível bloqueio moral que oprime o livre arbítrio no sentido da responsabilidade individual.

Quando dá mostras um homem de possuir, realmente, vontade? Quando todas as suas palavras e atos estão vinculados e harmonizados entre si e não há interrupções, incongruências, contradições ou, simplesmente, elementos destoantes dentro do conjunto de atividades e pensamentos que constituem sua vida.

C.B.González Pecotche (RAUMSOL), criador da LOGOSOFIA, extraído da Revista Logosofia, Tomo II, pág. 15

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